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Faculdade Paulista de Serviço Social

08/11/2018

“Assistentes sociais no combate ao Racismo”

Cartaz traz imagem de uma Mãe de Santo olhando e lamentando o terreiro que foi depredado. A imagem é um explícito flagrante de intolerância religiosa. No topo do cartaz, o slogan Minha fé não é motivo para sua violência, e em letras menores, apresenta-se o dado de que 40% dos registros de discriminação religiosa são contra religiões de matrizes africanas e afro-brasileirasNovo cartaz da campanha lançado neste mês de novembro aborda a intolerância religiosa (Criação: Comunicação CFESS/2018)

 

Novembro é o mês da Consciência Negra! E a agenda de atividades do Conjunto CFESS-CRESS está repleta de ações relacionadas à temática, dando continuidade à Campanha de Gestão 2017-2020 Assistentes Sociais no Combate ao Racismo.


Nesta semana, os Conselhos Regionais já começaram a receber duas novas edições dos cartazes que abordam e denunciam expressões do racismo no Brasil.


“Minha fé não é motivo para sua violência” é a chamada para o cartaz que denuncia o racismo contra as religiões afro-brasileiras e de matrizes africanas. Segundo um balanço do Disque 100  do ano de 2017 sobre discriminação religiosa, cerca 40% dos registros de denúncias envolvem racismo contra religiões como Umbanda, Candomblé, entre outras. 


Para a presidente do CFESS, Josiane Soares, "abordar esse tema é absolutamente necessário para dialogar com a garantia dos direitos de pessoas que estão sofrendo com o crescimento de episódios de violência associadas à sua crença. É sempre fundamental reforçar que o Estado brasileiro assegura liberdade religiosa a todos e todas", explica.

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Cartaz mostra mulher negra manifestando-se com uma camiseta escrito favela. No topo do cartaz, o slogan A violência e dor miram gênero e cor. Abaixo, em letras menores, os dados da violência contra as mulheres negras.

Cartaz lançado neste mês de novembro denuncia a violência contra mulheres negras (Criação: Comunicação CFESS/2018)

 

O outro cartaz que está sendo lançado esse mês denuncia o racismo que atinge mulheres negras, afirmando que “A violência e a dor miram gênero e cor”. Os dados são alarmantes: as mulheres negras estão entre 58,86% das vítimas de violência doméstica; 53,6% das vítimas de mortalidade materna; 65,9% das vítimas de violência obstétrica; 68,8% das mulheres mortas por agressão; e 56,8% das vítimas de estupros. As informações foram retiradas do dossiê de 2015 chamado Feminicídio: Mulheres Negras e Violência no Brasil, da Agência Patrícia Galvão.


“Esses dados revelam que a violência contra as mulheres negras não são um problema privado, mas sim uma questão de saúde e segurança pública. Além disso, demonstram também que muitas vezes é o próprio Estado quem comete essa violência, principalmente com a população mais pobre do nosso país”, explica a diretora do CFESS Solange Moreira.


Para ela, construir ações de enfrentamento a violência e ao racismo estrutural e institucional, que está arraigado na sociedade brasileira, “precisa ser uma tarefa cotidiana de todos/as cidadãos/as, inclusive de nós assistentes sociais”. Assim, o cartaz lançado pode ser usado como forma de mobilização e diálogo da categoria com a população usuária, como instrumento de luta contra a violência e a opressão de gênero e cor.

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