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Faculdade Paulista de Serviço Social

30/05/2018

Plataforma auxilia educadores no ensino da história afro-brasileira

Filosofia Africana disponibiliza gratuitamente teses e pesquisas de filósofos africanos e ajuda educadores no ensino da história afro-brasileira

Pensando em como aplicar o ensino de temas relacionados à cultura e história afro-brasileira na sala de aula – o que está previsto em lei desde 2003 – o doutor em filosofia e professor da Universidade de Brasília (UNB), Wanderson Flor do Nascimento criou a Filosofia Africana, uma plataforma online que disponibiliza teses e pesquisas de filósofos africanos para educadores.

“A ideia é que os textos estejam em língua portuguesa, sem restrição de direitos autorais e que representem a maior diversidade possível de temáticas, abordagens e orientações teóricas”, afirma o professor.

 

Acesso à diversidade

A iniciativa surgiu em 2015, quando a disciplina Filosofia Africana passou a figurar entre os componentes curriculares na graduação do curso de Filosofia na UNB. A dificuldade em encontrar textos fora da bibliografia estrangeira limitava os estudantes que não dominavam os idiomas, e por sua vez, restringiam os referenciais.

O projeto ampliou o alcance e engajou alunos e professores de graduação e do ensino médio, mostrando que a escassez de materiais e recursos para complementar a aprendizagem sobre as heranças africanas é uma questão em diferentes níveis de ensino.

“Se esse problema já era notado na graduação, ele é ainda mais intenso no ensino médio, que além da barreira da língua, são inúmeras as dificuldades de acesso a materiais sobre a filosofia africana”, acrescenta Wanderson.

Com ajuda voluntária dos estudantes para realizar as traduções e do suporte dado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Raça, Gênero e Sexualidades Audre Lorde, rede de pesquisas da qual Wanderson faz parte, o site passou a oferecer não só os textos sobre filosofia, como também indicações de vídeos, filmes e documentários que ajudam a complementar os olhares desenvolvidos a partir da diversidade cultural.

A prioridade agora é revisar e atualizar o site com mais textos escritos por mulheres e pensadoras africanas, já que a predominância de pesquisas ainda é a de realizadas por homens.

 

Ensino da história afro-brasileira

A Lei 10.639/03 é um desdobramento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, editada em 1996. No artigo 26-A, o texto indica que os estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos e privados, devem obrigatoriamente oferecer o ensino da história e cultura afro-brasileira no âmbito de todo o currículo escolar, principalmente nas áreas de educação artística, literatura e história.

Segundo o professor Wanderson, ela é essencial para ampliar o olhar sobre a história que foi escrita principalmente sob a influência dos moldes ocidentais. “Precisamos dar a conhecer esses elementos que são muitas vezes negados ou invisíveis”, diz Wanderson. “Se quisermos conhecer bem quem somos, temos de conhecer todos os elementos que compõem a nossa cultura”, finaliza.

Fonte: Fundação Telefônica 

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