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19/04/2018

Assistência primária de saúde é caminho para manutenção do SUS, diz ONU

Centro de atendimento do Distrito Federal. Foto: Agência Brasília/Toninho Tavares

A atenção primária à saúde deve ser um dos principais caminhos para garantir a manutenção sustentável do SUS no Brasil. A avaliação é do representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no país, Joaquín Molina, que participou na terça-feira de seminário sobre o sistema público. Realizado pela agência da ONU, encontro discute até o final desta quarta-feira (18) experiências com atendimento inicial, triagem e prevenção.

“Mesmo reconhecendo a complexidade do contexto no qual o SUS está imerso, estamos convencidos que a estratégia de Atenção Primária à Saúde (APS), que constitui um dos pilares do SUS, é um dos principais caminhos para a sustentabilidade do SUS, entendido como um sistema de saúde universal baseado no direito à saúde”, afirmou Molina em Brasília.

James Macinko, professor e pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, apresentou uma série de dados científicos sobre o impacto da atenção primária na melhoria dos indicadores no Brasil e no mundo.

“Não existe sistema de saúde perfeito. Mas as melhores evidências mostram que um sistema baseado na atenção primária à saúde, com forte investimento nesse setor, vai ter melhores resultados, maior equidade e menor crescimento de despesas em saúde, comparado com outros sistemas que não têm essa base.”

Elisandrea Kemper, coordenadora de monitoramento e avaliação da Unidade Mais Médicos na OPAS, ressaltou os avanços trazidos pelo programa de cooperação com Cuba para a atenção primária brasileira.

“Houve aumento da cobertura, acesso, equidade e satisfação dos usuários. O Programa Mais Médicos vem representando uma mola propulsora ao desenvolvimento da APS e contribui para o SUS no alcance da saúde universal”, avaliou a gestora.

Também presente, o economista sênior do Banco Mundial, Esdon Araújo, lembrou que o Mais Médicos é uma resposta importante à baixa oferta de profissionais no Brasil. O especialista apontou que a maioria dos clínicos costuma trabalhar em grandes centros urbanos, ao passo que populações de cidades pequenas acabam ficando sem serviços. Segundo o representante do organismo financeiro, esse é um dos fatores estruturais para a ineficiência da atenção primária em alguns municípios.

“A maioria deles se beneficiaria com mais gastos em atenção primária. A cada real investido, mais se ganha com retorno em eficiência. Além disso, quanto mais eficiente é a APS, mais eficiente será a média e alta complexidade.”

Com exemplos dos Estados Unidos, Espanha, Tailândia e Portugal, a CEO da Aceso Global, Maureen Lewis, defendeu uma atenção de saúde integral e centrada nos pacientes, principalmente nos que possuem doenças crônicas não transmissíveis e necessitam de acompanhamento contínuo. Entre as medidas recomendadas, estão o uso da tecnologia para a integração de sistemas e o foco na melhoria da qualidade dos serviços prestados.

“Eficiência e qualidade andam juntas”, completou.

O seminário da OPAS tem o apoio do Ministério da Saúde do Brasil, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e do Banco Mundial. O evento faz parte das atividades que marcam, neste ano, o 30º aniversário do SUS.

Fonte: ONU Brasil

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